Plantio do cajueiro: mudas ou sementes?

Nesta sexta-feira (10/12), às 18h15, o Canal da Cajucultura no YouTube estreia mais um short vídeo (vídeos com duração inferior a um minuto). Desta feita o tema será: “Plantio do Cajueiro: não cometa esse erro!“. Neste short vídeo são apresentadas as principais diferenças entre o plantio feito por castanha e o plantio feito por mudas de cajueiro enxertadas. Vale a pena assistir.

Vietnã ultrapassa 531 mil t em exportações de ACC

De acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Vientã, por meio do Departamento de Importação e Exportação, anunciados recentemente, as exportações de amêndoa de castanha de caju (ACC) vietnamitas em novembro de 2021 alcançaram 50.000 toneladas, totalizando U$ 326 milhões, e representando uma queda de 6% em volume e 7% em valor em relação ao mês de  outubro. Contudo, no acumulado de 11 meses, as exportações de ACC do Vietnã são estimadas em 531.000 toneladas, avaliadas em 3,34 bilhões de dólares, um aumento de 14% em volume e 15% em valor em relação ao mesmo período de 2020 (Tridge).

Aprenda a produzir mudas de cajueiro

Se você quer aprender  a produzir mudas de cajueiro, a hora é essa. A Embrapa Agroindústria Tropical acaba de lançar um curso gratuito, com carga horária de 12 horas, sobre como  “Produzir mudas de cajueiro“. Veja a seguir os módulos do curso e os requisitos necessários para participar:

Módulo I: Conhecendo o cajueiro
Módulo II: Métodos de enxertia em cajueiro
Módulo III: Como fazer a enxertia – passo a passo

Período de inscrição: Oferta contínua

Período de realização: Sugere-se que o participante conclua o curso em até 30 dias após efetuar a sua inscrição.

Link para inscrição: https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=240

Cajucultura cearense: exportações de ACC

Nos primeiros dez meses de 2021, as exportações de amêndoa de castanha de caju (ACC) feitas pelo Ceará, maior produtor e processador brasileiro de castanha de caju, totalizaram US$ 75,9 milhões (preço FOB), representando um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro-outubro).

Historicamente, veja gráfico abaixo, a ACC continua sendo o principal produto agrícola da pauta de exportações do Ceará. Além da ACC, o Ceará também faturou no mesmo período US$ 1,39 milhões resultante das exportações do Líquido da Casca da Castanha (LCC).

(*) janeiro a outubro de 2021

Tanzânia distribui 15 milhões de mudas de cajueiro

O governo da Tanzânia (África Oriental) planeja aumentar a produção de castanha de caju, expandindo a área plantada. Para alcançar este objetivo, programa a distribuição de 15 milhões de mudas de cajueiro aos agricultores do país. Com isto, visa aumentar a produção de castanha das atuais 300.000 toneladas por ano para 700.000 toneladas até 2030. (Xinhua News)

Cajucultura nas velas de Beberibe

Neste primeiro dia do mês de dezembro, trazemos a foto de uma original divulgação do Canal da Cajucultura no YouTube, feita por Caju & Cia, na vela de uma jangada do município de Beberibe (CE). Aliás, Caju e Mar têm tudo a ver com o município de Beberibe, um dos maiores produtores de castanha de caju do Ceará e detentor de uma das mais belas paisagens do litoral cearense.

Índia investe na cajucultura africana

A empresa indiana Nand Kishore & Sons (NKS) vai implantar uma nova unidade de processamento de castanhas de caju na Zona Industrial de Glo-Djigbè (GDIZ), no Benin, na região oeste da África. O investimento será da ordem de US $ 22 milhões, e a fábrica terá uma capacidade de processamento de 30 mil toneladas de castanha de caju por ano.

A construção começará em dezembro, com a conclusão prevista para agosto de 2022. Esta iniciativa visa agregar valor a produção local. Atualmente o Benin produz cerca de 150.000 toneladas de castanha de caju por ano.

Caju, a nova carne vegetal

Rico em fibras, vitamina C e sais minerais, o caju é versátil tanto para a saúde quanto para o paladar. De sabor ácido, ele pode ser bastante tânico (aquela sensação de boca amarrada) ou doce, dependo de sua fase de amadurecimento. Típico do nordeste, o caju é um fruto falso ou pseudofruto, sendo a castanha a verdadeira fruta do cajueiro. Fruto ou não, o fato é que a cada dia ele cai mais nas graças dos chefs de cozinha. De ingrediente principal de drinques à substituto de proteína animal, o caju empresta todo seu frescor e suculência a variadas receitas.

No Caju Gastrobar, em Copacabana, a fruta que dá nome ao restaurante está presente de diversas maneiras: na carta de bebidas e em pratos como no CajuBurguer, em que ela aparece na maionese. Serve de base das pizzas veganas da Di Blasi, no Leblon, e é o recheio dos gyozas no Zazá Bistrô, em Ipanema.  E na sua região, como está o consumo do caju? Posta aqui nos comentários. (O Globo)

RN: produção de castanha deve triplicar até 2030

O Rio Grande do Norte, que hoje figura como o terceiro maior produtor, atrás dos estados do Ceará e do Piauí, pode retomar o protagonismo nacional da produção de castanha de caju, como ocorreu até meados de 2010. É que, segundo prognóstico feito pelo chefe da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o estado deve triplicar a produtividade nos próximos oito anos, saltando de 17 mil toneladas para 50 mil toneladas produzidas ao ano.

A estimativa do pesquisador foi apresentada no Seminário da Cajucultura, no Auditório Amâncio Ramalho, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O evento integra a programação científica da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit), que teve início nesta quarta-feira (24), e segue até a próxima sexta-feira (26) na Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró. A realização é do Sebrae no Rio Grande do Norte e do Comitê Executivo de Fruticultura (COEX).

A “virada da cajucultura potiguar”, como classificou Saavedra, deve ocorrer a partir de outubro de 2022, quando serão lançados e inseridos em pomares de regiões serranas do estado, a exemplo de Serra de Santana, dois novos clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa. Adaptados às condições climáticas da região por meio de melhoramento genético, os clones possuem, como principal característica, a alta produtividade.

Gustavo Saavedra adverte, no entanto, que somente a chegada de novos clones de cajueiro não serão capazes de alavancar a produção. Investir no manejo e no melhoramento genético será determinante para que a produtividade de castanha de caju seja triplicada no Rio Grande do Norte, associado, ainda, ao cultivo em áreas tradicionais, como nos municípios de Severiano Melo e Serra do Mel, na região Oeste. (Agência Sebrae de Notícias)