Costa do Marfim produz 1 milhão de t de castanhas

A Costa do Marfim, maior produtor mundial de castanha de caju, deve abrir três novas fábricas de processamento de castanha, com o objetivo de triplicar sua produção de amêndoa de castanha de caju até o próximo ano, segundo o Conselho do Algodão-Caju daquele país.


Em 2020 o país africano produziu um milhão de toneladas de castanhas, acima das 850.000 toneladas obtidas em 2019, mas apenas 10% foram processadas localmente. O país pretende processar mais de sua própria safra para comercialização no enorme mercado americano.
A Costa do Marfim, que conta com cerca de 250.000 produtores de castanha de caju organizados em cerca de 20 cooperativas, espera até 2025 processar metade de sua produção doméstica de castanha de caju (Fonte: AFP)

Ceará: safra de castanha diminui 14%

 

A Unidade Estadual do IBGE no Ceará atualizou na última semana de outubro os dados de previsão de safra de castanha de caju para 2021, com base no décimo levantamento da produção agrícola.
De acordo com estes dados, o Ceará deverá produzir 73.353 toneladas de castanha de caju em 2021, o que representa uma queda de quase 14% em relação à produção obtida em 2020, que foi de 85.177 toneladas.


Analisando as estimativas para os dois tipos de cajueiro cultivados no Ceará, observa-se que o cajueiro anão continua com uma produção superior à do cajueiro comum, com uma expectativa de produção de 42.485 toneladas, enquanto o tipo comum tem uma produção estimada em 30.868 toneladas. A queda de produção, contudo, ocorre tanto para o anão (13,58%) como para o comum (14,3%).
Restando apenas dois meses para o encerramento do ano, dificilmente esses números sofrerão grandes mudanças, reforçando cada vez mais a expectativa de uma safra inferior à de 2020.

Faltam políticas públicas para a cajucultura

Em 2020 o Brasil colheu cerca de 138 mil toneladas de castanha de caju. Para 2021 as previsões apontam para uma produção de 122 mil toneladas. Desse volume, os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte detêm a maior fatia de produção. Em 2020, o Ceará respondeu por 61% da produção nacional, o Piauí por 17% e o Rio Grande do Norte por 13%. Os restantes 9% são divididos pelos demais estados da região Nordeste mais o Pará, Mato Grosso e Tocantins (veja mais em https://www.youtube.com/watch?v=18uuweygR9Q&t=1s).

Entre 2017 e 2020, observou-se no Brasil uma redução da área colhida nos três principais estados produtores de castanha, à taxa média anual de 3,3% no Ceará; de 1,3% no Piauí; e de 10,2% no Rio Grande do Norte.

Infelizmente, grande parte da área colhida com cajueiro no Brasil ainda é composta por variedades senis e de baixo rendimento. No Ceará, por exemplo, apenas 34% da área colhida é composta por variedades melhoradas, embora respondam por 58% da produção de castanha daquele estado.

Estes números reforçam a importância de políticas públicas voltadas para a substituição dos pomares de cajueiro de baixo rendimento por variedades de alto rendimento, juntamente com a adoção de tecnologias de produção aprimoradas.