Produção de mudas de cajueiro  ‘CCP 76’

O site Cajucultura traz hoje um trabalho do pesquisador da Embrapa Luiz Serrano tratando da “Produção de mudas de cajueiro  ‘CCP 76’ em diferentes substratos e doses de adubo de liberação lenta“. Vamos aproveitar o domingo para ampliar os conhecimentos técnicos sobre esta importante cultura?

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LCC: revista destaca pesquisa da Embrapa 

A capa de junho da revista científica Separation Science Plus (foto) foi dedicada a um estudo desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical e da Universidade Federal do Ceará sobre o isolamento de ácidos presentes no Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC). A publicação internacional trata dos principais avanços científicos observados na preparação de amostras para cromatografia, técnica analítica usada na identificação de substâncias e separação de misturas.

Os ácidos anacárdicos são uma classe de substâncias com interesse para a indústria farmacêutica por apresentarem atividade antioxidante, antimicrobiana, antitumoral e antiparasitária. Cerca de 65% da composição do LCC é constituída por ácidos anacárdicos, o que faz desta a fonte natural mais abundante da substância.

No artigo que ilustra a capa da revista, intitulado “Produtividade de um isolamento de ácidos anacárdicos do Líquido da Casca da Castanha de Caju por cromatografia líquida de alta eficiência preparativa”, os cientistas brasileiros mostram como estabeleceram os parâmetros para isolamento, em escala preparativa, das substâncias.

Foram estabelecidos parâmetros como o consumo de solvente, a produtividade, rendimento, recuperação, pureza e saturação para o que os cientistas chamam de escala preparativa. Diferente da escala usada para análises laboratoriais, medida em microgramas, na escala preparativa as quantidades mudam para centenas de miligramas – quantidade de substância suficiente para o desenvolvimento de padrões para controle de qualidade e testes biológicos.

Além de aumentar a escala, os pesquisadores dobraram a produtividade em grama por hora (com pureza acima de 95%), diminuindo em 50% o consumo de solvente. Os resultados incluíram o desenvolvimento dos padrões para controle de qualidade utilizando equipamentos de cromatografia líquida de alta pressão.

O método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. “A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins”, esclarece o pesquisador Edy Brito, autor principal do artigo. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais. (Verônica Freire – MTB 01225JP/Embrapa Agroindústria Tropical)

Caju: um falso fruto?

Muitos alimentos que tratamos como frutas não são realmente frutas. A maçã, a pera, o abacaxi, por exemplo, e só para citar alguns, na verdade, são pseudofrutos ou falsos frutos! O caju também está nesta lista.

Mas por que falso fruto e não fruto? Qual a explicação? Quer saber a resposta? Assista o Vídeo abaixo e tire as suas dúvidas.

Anacardina, a proteína da amêndoa de caju

Encontrada na amêndoa de castanha de caju, a Anacardina é uma proteína que possui alto valor nutritivo, pois contém sete dos oito aminácidos essenciais para a manutenção do homem adulto e nove dos dez indispensáveis à fase de crescimento. Os aminoácidos encontrados em maior quantidade são o acido glutâmico, a arginina e o ácido aspártico.

Pena que um produto tão rico esteja ainda esteja fora do alcance de grande parte da população brasileira.

Cajucultura: uma vantagem perdida

Em 2018, a África Ocidental foi a principal área de cultivo do cajueiro em todo o mundo, com uma produção de 1.795.000 toneladas de castanha de caju in natura ou 49% da oferta mundial. A Ásia é a segunda principal área produtora, com a Índia (675.000 t) e o Vietnã (450.000 t) liderando a produção.

A África Oriental, o Brasil e a Indonésia possuem as menores produções, mas têm uma vantagem competitiva devido ao seu calendário de colheita, que vai de outubro a dezembro, enquanto as colheitas do hemisfério norte ocorrem entre janeiro e junho.

Infelizmente, dentre outros fatores, falta-nos produção para aproveitar essa vantagem.

Safra brasileira de castanha 2019

O IBGE divulgou no último dia 11/6 os dados referentes ao sexto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. O site compilou os dados referentes à castanha de caju dos seis estados brasileiros maiores produtores (ver tabela abaixo).

Em termos de Brasil a previsão é de uma produção de 120.399 toneladas, com uma área plantada de 438.083 hectares. Chama atenção os valores referentes aos estados da Bahia, Pernambuco e Maranhão quando se confrontam produção versus área plantada.

Em relação aos meses anteriores, os números praticamente permanecem inalterados, com o Brasil respondendo por apenas 3,2% da produção mundial de castanha estimada para 2019.

Estado Produção (toneladas) Área plantada (ha)
Ceará 65 172 276 549
Piauí 24 769 69 423
R.G. Norte 16 317 50 956
Pernambuco 4 421 2 914
Maranhão 4 200 12 407
Bahia 3 000 20 000

Fonte: compilados a partir de dados do IBGE O6/2019.

Saiba mais sobre o cajueiro

Quer aprimorar os seus conhecimentos sobre a cultura do cajueiro? É simples, rápido e grátis: assista os vídeos do Canal da Cajucultura no YouTube. Caso não conheça, fique sabendo que neste Canal existem diversos vídeos tratando de assuntos exclusivamente voltados para o negócio caju.

Veja abaixo a relação de vídeos do Canal. Basta clicar no que for do seu interesse para assisti-lo no YouTube.

Conheça a broca das pontas do cajueiro

Monitoramento de pragas do cajueiro

Moçambique amplia processamento de castanha

O Sub-setor do caju moçambicano, que emprega cerca de 20 mil pessoas, pretende produzir no próximo quinquênio até 200 mil toneladas da castanha do caju, quantidade produzida na década 70. O diretor nacional do Incaju, Ilídio Bande, afirma que com os fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de caju em Moçambique (mapa) aumentou de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para 142 mil toneladas na safra 2018/2019. A produção de mudas de cajueiros e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais fatores de incremento de produção da castanha.

“Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão do manejo integrado do caju. Estamos pulverizando por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros”, explicou Ilídio Bande.

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão funcionando 17 unidades fabris com a capacidade instalada para processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.

Etanol de caju

Que tal ampliar os conhecimentos sobre o caju e o seus derivados? Hoje trazemos para os leitores do site uma publicação de autoria de Beatriz Pereira da Costa: “Obtenção de etanol a partir de caju“. Este trabalho foi submetido em 2017 ao curso de graduação em Engenharia de Energia da Universidade de Brasília, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Energia.

Clique aqui para acessar a publicação e um excelente domingo!