Safra mundial de castanha de caju

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.

Manual de Processamento da Castanha de Caju

Disponibilizamos hoje aos leitores do site o manual de “Processamento da Castanha de Caju“, tendo como autor principal Francisco Fábio de Assis Paiva, da Embrapa.

Este manual descreve todos os passos e as etapas do processamento da castanha de caju em escala de minifábrica, como se obter a matéria-prima até a distribuição do produto para comercialização. Além disso, identifica os equipamentos e utensílios que compõem a unidade industrial, fornece a planta baixa da agroindústria e dá orientação quanto às boas práticas de fabricação (BPF).

Clique aqui para acessar o documento e bom proveito!

Safra de castanha: 3,66 milhões de t

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

Conheça a mosca branca do cajueiro

A mosca-branca é uma importante praga do cajueiro, causando danos diretos e indiretos à planta. Os danos diretos são causados pelos insetos adultos e principalmente as ninfas, mediante a sucção da seiva. Indiretamente, por meio de secreções açucaradas excretadas, esta praga favorece o desenvolvimento da fumagina, que recobre as folhas e reduz significativamente a capacidade fotossintética das plantas.

Quer saber mais sobre este assunto? Não deixe de assistir o novo vídeo que o Canal da Cajucultura disponibilizará na próxima sexta-feira,  7/6: “Mosca branca do cajueiro”.

Que tal “carne” de caju?

Experts internacionais da área de alimentos acreditam que o consumo da amêndoa de castanha de caju (ACC) como substituto da carne e dos produtos lácteos no países desenvolvidos mudará o mercado da castanha de caju.

Com a crescente tendência das pessoas em reduzirem a ingestão de carne e laticínios, estas são as três principais conseqüências para este mercado:

Primeiro, a demanda por ACC crescerá mais rapidamente. Se as empresas de tecnologia de alimentos forem bem-sucedidas, pode muito bem ser possível que o mercado de “carne” vegana se torne mais importante do que o mercado de lanches à base de carnes tradicionais.

Em segundo lugar, a entrada de novos compradores de ACC diluirá o poder de mercado das tradicionais empresas de lanches. Haverá mais compradores, atendendo a diferentes necessidades e comprando em diferentes épocas do ano. Em consequência, menos volatilidade de preços.

Terceiro, a demanda por ACC rastreáveis, sustentáveis ​​e processados ​​localmente aumentará.

No caso da África, os processadores africanos que buscam aproveitar a oportunidade do mercado de carne e substitutos lácteos terão que se concentrar na rastreabilidade, nas ligações fazenda-fábrica, na segurança alimentar e na certificação orgânica.

Super válido para o Brasil. É questão de (pouco) tempo.E nem falamos (ainda) da “carne” de caju.

Inimigos naturais do cajueiro

O controle biológico de pragas na agricultura pode ser realizado por inimigos naturais denominados de parasitoides, predadores e entomopatógenos. Os parasitoides são inimigos naturais, muitas vezes do tamanho do hospedeiro, mas que exigem apenas um indivíduo para completar o seu desenvolvimento.

Quer saber sobre este assunto? Clique aqui e acesse a publicação “Ocorrência e Importância de Inimigos Naturais de Pragas em Cultivo de Cajueiro Orgânico”, de autoria dos pesquisadores Antônio Lindemberg Martins Mesquita, Marilene Fancelli e Raimundo Braga Sobrinho, todos da Embrapa.

Agroquímicos: apenas com base em critérios técnicos

Rotineiramente temos postado neste site nossa preocupação com o uso indiscriminado de agroquímicos na agricultura (e por extensão na cajucultura) e a importância de que isto seja feito somente com base em critérios técnicos bem definidos. Pois bem, novamente chamamos a atenção para este assunto no vídeo que disponibilizamos hoje no Canal da Cajucultura.