Cajucultura e agroquímicos
A tendência mundial, em se tratando de produtos agrícolas, é o consumo de alimentos livres de agroquímicos. Não existem mais dúvidas que esta é uma tendência que veio para ficar. Os que ainda duvidam disso devem olhar com atenção para os números do maior mercado do mundo, os Estados Unidos, onde empresas como Tyson Foods e Pilgrim’s Pride, as maiores do setor no país, têm aumentado a oferta de carne proveniente de frangos e bovinos alimentados com ração orgânica. De acordo com o Departamento de Agricultura, a venda de comida orgânica certificada vem crescendo a uma taxa de 10% ao ano.
Mas não é apenas nos EUA. Europa e mercados asiáticos estão muito atentos para a questão do uso indiscriminado de agroquímicos (inseticidas, fungicidas, herbicidas, corretivos e fertilizantes), deixando muito claro que as restrições para a entrada de produtos que não atendam os requisitos de saudabilidade terão dificuldades de acessarem tais mercados. No Brasil é questão de tempo.
Olhando para a nossa incipiente cajucultura, devemos estar muito atentos para evitar o uso sem critérios técnicos de agroquímicos. É importante sempre consultar um engenheiro agrônomo antes de adotar fórmulas, muitas vezes duvidosas, que circulam em grupos de Whatsup. Não esquecer que o inseticida ou fungicida deve ser usado como último recurso, e não como o primeiro.
Olho vivo!
O controle da Mosca Branca do Cajueiro será o próximo tema do vídeo a ser exibido no
Antracnose, Oídio, Resinose e Mofo Preto. Esse quarteto não brinca em serviço quando resolve atacar o cajueiro. Quer saber como eles atacam e como controlá-los? Clique
Considerada a doença mais importante do cajueiro no Brasil, o Oídio causa danos à produção de castanha e à qualidade do pedúnculo em todas as regiões produtoras. Os sintomas são observados nas folhas, nas flores, nos maturis, nos pedúnculos e nas castanhas. O sintoma característico é um revestimento branco, assemelhando-se a um pó inicialmente branco (estruturas reprodutivas do fungo), tornando-se acinzentado quando os órgãos atacados atingem a maturidade.
Um grande desafio do cajucultor é ter que decidir dentre as várias opções de controle das pragas, qual a mais adequada e quando aplicá-la racionalmente. A identificação correta da praga e sua bioecologia, associada à época de ocorrência e a fase de desenvolvimento da planta são informações indispensáveis à determinação do nível de controle e da consequente medida a ser adotada.
Mês de maio encaminhando-se para o final com junho quase batendo à porta. É hora de ficar atento para os vilões das folhas novas do cajueiro: os insetos desfolhadores, especialmente no Ceará e Rio Grande do Norte. No
Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.