Safra de castanha: 3,66 milhões de t

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

Conheça a mosca branca do cajueiro

A mosca-branca é uma importante praga do cajueiro, causando danos diretos e indiretos à planta. Os danos diretos são causados pelos insetos adultos e principalmente as ninfas, mediante a sucção da seiva. Indiretamente, por meio de secreções açucaradas excretadas, esta praga favorece o desenvolvimento da fumagina, que recobre as folhas e reduz significativamente a capacidade fotossintética das plantas.

Quer saber mais sobre este assunto? Não deixe de assistir o novo vídeo que o Canal da Cajucultura disponibilizará na próxima sexta-feira,  7/6: “Mosca branca do cajueiro”.

Que tal “carne” de caju?

Experts internacionais da área de alimentos acreditam que o consumo da amêndoa de castanha de caju (ACC) como substituto da carne e dos produtos lácteos no países desenvolvidos mudará o mercado da castanha de caju.

Com a crescente tendência das pessoas em reduzirem a ingestão de carne e laticínios, estas são as três principais conseqüências para este mercado:

Primeiro, a demanda por ACC crescerá mais rapidamente. Se as empresas de tecnologia de alimentos forem bem-sucedidas, pode muito bem ser possível que o mercado de “carne” vegana se torne mais importante do que o mercado de lanches à base de carnes tradicionais.

Em segundo lugar, a entrada de novos compradores de ACC diluirá o poder de mercado das tradicionais empresas de lanches. Haverá mais compradores, atendendo a diferentes necessidades e comprando em diferentes épocas do ano. Em consequência, menos volatilidade de preços.

Terceiro, a demanda por ACC rastreáveis, sustentáveis ​​e processados ​​localmente aumentará.

No caso da África, os processadores africanos que buscam aproveitar a oportunidade do mercado de carne e substitutos lácteos terão que se concentrar na rastreabilidade, nas ligações fazenda-fábrica, na segurança alimentar e na certificação orgânica.

Super válido para o Brasil. É questão de (pouco) tempo.E nem falamos (ainda) da “carne” de caju.

Inimigos naturais do cajueiro

O controle biológico de pragas na agricultura pode ser realizado por inimigos naturais denominados de parasitoides, predadores e entomopatógenos. Os parasitoides são inimigos naturais, muitas vezes do tamanho do hospedeiro, mas que exigem apenas um indivíduo para completar o seu desenvolvimento.

Quer saber sobre este assunto? Clique aqui e acesse a publicação “Ocorrência e Importância de Inimigos Naturais de Pragas em Cultivo de Cajueiro Orgânico”, de autoria dos pesquisadores Antônio Lindemberg Martins Mesquita, Marilene Fancelli e Raimundo Braga Sobrinho, todos da Embrapa.

Agroquímicos: apenas com base em critérios técnicos

Rotineiramente temos postado neste site nossa preocupação com o uso indiscriminado de agroquímicos na agricultura (e por extensão na cajucultura) e a importância de que isto seja feito somente com base em critérios técnicos bem definidos. Pois bem, novamente chamamos a atenção para este assunto no vídeo que disponibilizamos hoje no Canal da Cajucultura.

Cajucultura e agroquímicos

A tendência mundial, em se tratando de produtos agrícolas, é o consumo de alimentos livres de agroquímicos. Não existem mais dúvidas que esta é uma tendência que veio para ficar. Os que ainda duvidam disso devem olhar com atenção para os números do maior mercado do mundo, os Estados Unidos, onde empresas como Tyson Foods e Pilgrim’s Pride, as maiores do setor no país, têm aumentado a oferta de carne proveniente de frangos e bovinos alimentados com ração orgânica. De acordo com o Departamento de Agricultura, a venda de comida orgânica certificada vem crescendo a uma taxa de 10% ao ano.

Mas não é apenas nos EUA. Europa e mercados asiáticos estão muito atentos para a questão do uso indiscriminado de agroquímicos (inseticidas, fungicidas, herbicidas, corretivos e fertilizantes), deixando muito claro que as restrições para a entrada de produtos que não atendam os requisitos de saudabilidade terão dificuldades de acessarem tais mercados. No Brasil é questão de tempo.

Olhando para a nossa incipiente cajucultura, devemos estar muito atentos para evitar o uso sem critérios técnicos de agroquímicos. É importante sempre consultar um engenheiro agrônomo antes de adotar fórmulas, muitas vezes duvidosas, que circulam em grupos de Whatsup. Não esquecer que o inseticida ou fungicida deve ser usado como último recurso, e não como o primeiro.

Olho vivo!

Novos vídeos no canal da Cajucultura

O controle da Mosca Branca do Cajueiro será o próximo tema do vídeo a ser exibido no Canal da Cajucultura no YouTube. 

Você já conhece o Canal da Cajucultura? Caso não conheça, fique sabendo que neste Canal existem diversos vídeos tratando de assuntos exclusivamente voltados para o negócio caju. 

Veja abaixo a relação dos últimos vídeos e clique no que for do seu interesse para assisti-lo no YouTube.

Conheça a broca das pontas do cajueiro

Monitoramento de pragas do cajueiro

Principais doenças do cajueiro

Antracnose, Oídio, Resinose e Mofo Preto. Esse quarteto não brinca em serviço quando resolve atacar o cajueiro. Quer saber como eles atacam e como controlá-los? Clique aqui e acesse a mais nova publicação sobre o assunto, de autoria de José Emilson Cardoso, pesquisador da Embrapa.

Uma boa leitura e um excelente domingo a tod@s!