Preços da castanha na África

Preços (em Franco CFA) pagos ao produtor pelo quilo da castanha de caju praticados em abril em alguns países da África Ocidental. Os valores entre parênteses estão convertidos para reais:

Burkina: 100-200 (R$ 0,67 – 1,34 )

Benin :  150-350 (R$ 1,00 – 2,34)

Costa do Marfim:  75-150 (R$ 0,50 – 1,00)

Gana:             225-285 (R$ 1,50 – 1,91)

Mali:        100-150 (R$ 0,67 – 1,00)

Nigéria:            235-275 (R$ 1,57 – 1,84)

Senegal:        250- 350  (R$ 1,67 – 2,34).

Safra de castanha na Costa do Marfim

Resultado de imagem para costa do marfimEntre produtores e compradores em greve, o governo da Costa do Marfim (área verde no mapa) está tentando salvar uma safra cujo andamento começa a se politizar. A safra de 2019 – da qual o país é hoje o maior produtor mundial (761.331 toneladas de castanhas em 2018) – está desacelerando nas regiões em crescimento do norte e centro do país.

O nó da questão: uma greve de compradores deflagrada logo no início da safra para denunciar o preço de compra dos produtos definidos pelo governo para 375 CFA por quilo (0,6 euros). Um preço considerado alto pelos compradores, comparado ao preço de compra internacional (um dólar por quilo) e uma pesada tributação.

Cajueiro: viabilidade econômica

A publicação técnica deste domingo “Análise da viabilidade econômica, no cultivo dos novos clones de cajueiro anão sob sequeiro no Ceará” é de autoria de Raimundo Nonato Martins de Souza.  O autor fez as análises considerando um horizonte de 15 anos, com base nos dados de indicadores como: taxa interna de retorno, relação benefício-custo, valor presente líquido, tempo necessário para a recuperação do capital investido e a remuneração da mão de obra no período.

Leitura indispensável, especialmente numa área com raríssimas publicações sobre este tema.

Clique aqui para acessar a publicação.

Boa leitura e um bom domingo.

Receita de ceviche de caju

São inúmeras as possibilidades de uso do caju na culinária. Neste sábado o site Cajucultura traz uma receita de ceviche de caju, do Canal Sunday Slices.

O ceviche é um prato tipicamente peruano, que leva peixe branco cru, cebola roxa, limão e coentro fresco. Essa receita tem sido revisada nos últimos anos e o caju é um novo ingrediente.

Um bom sábado a todos.

Priorizar a cajucultura

Transcrevo, atendendo a pedidos dos seguidores do site Cajucultura, os comentários que veiculei ontem no Cajucultura Podcast.

Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste.

Em artigos anteriores tenho comentado sobre a grande movimentação que ocorre no mercado internacional e a quase paralisia do Brasil em relação a este importante setor. Acredito que não é pedir demais aos governos do Nordeste que priorizem a cajucultura como atividade econômica, tendo em vista os seus inegáveis e históricos benefícios econômicos e sociais para a região. Explorada em praticamente todos os estados da região, a cajucultura se caracteriza também como uma fonte sustentável de renda para os pequenos e médios agricultores.

É urgente, urgentíssimo, para a região maximizar o seu potencial na produção de castanha de caju, sob uma abordagem de cadeia de valor, com o envolvimento de todos os atores.
Não sou muito de falar do passado, mas, este setor já foi o motor do crescimento econômico de vários municípios nordestinos. Hoje, em algumas regiões, apesar de todos os obstáculos, ainda continua sendo uma importante fonte de divisas, dando-lhes peso econômico e poder agrícola. Contudo, caso não sejam implementadas ações de natureza sustentável, corremos um sério risco de muito em breve perdermos, inclusive, o mercado doméstico para outros países produtores de castanha de caju.

 

Tais ações passam, ao meu ver, obrigatoriamente pela implementação de uma política de preços para a castanha que assegure uma remuneração justa para o produtor, de mecanismos que reduzam o nefasto nível de intermediação, da capacitação de cajucultores em gestão de negócios e empreendedorismo, de campanhas de promoção do consumo do caju e seus derivados em âmbito nacional, da criação de linhas de crédito diferenciadas e o estabelecimento de uma rede de assistência técnica e extensão rural dedicada à cajucultura. Isto só para citar algumas.

O que não pode é deixar os cajucultores entregues a sua própria sorte, enquanto o país a cada ano perde a sua participação no mercado internacional. Só para ilustrar, hoje participamos apenas com 4% do mercado mundial de amêndoa de caju. Igual fatia de mercado já é compartilhada pela África.

 

Os parlamentares nordestinos, por sua vez, precisam se engajar firmemente nesta luta e saírem do silêncio incompreensível em relação à grave crise que se abate sobre o setor e centrar as baterias em prol desta importante cadeia produtiva. Será que não passou da hora de criarem a bancada do caju? O desafio está posto.”

Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste?

No Cajucultura Podcast de hoje o assunto é: “Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste?”. Em artigos anteriores venho comentando sobre a grande movimentação que ocorre no mercado internacional e a quase paralisia do Brasil em relação a este importante setor.

Acredito que não é pedir demais aos governos do Nordeste que priorizem a cajucultura como atividade econômica, tendo em vista os seus inegáveis e históricos benefícios econômicos e sociais para a região.
Quer saber mais? Clica no botão play abaixo e ouça o restante dos meus comentários sobre este importante tema. Se gostou dos comentários, compartilha com o parlamentar de sua região. Quem sabe, possamos mobilizá-lo em prol desta causa.

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.