Caro, barato ou justo?

Preços de ontem do quilo da amêndoa de castanha de caju (ACC), classificada como “caseira” e “natural” em um supermercado de Fortaleza:

– Preço regular: R$ 109,98

– Preço em oferta: R$ 89,80

– Preço em oferta para clientes especiais: R$ 79,80.

Na fotografia do anúncio o preço fixado no cartaz refere-se a 500 gramas. Fizemos a conversão para um quilo.

É caro? É justo? Pode-se pensar em aumentar o consumo interno da ACC com estes preços? Os leitores com a palavra.

Adubação e irrigação do cajueiro

Adubação e irrigação são duas operações que precisam de uma atenção especial do produtor, qualquer que seja a espécie de planta cultivada. Quando se trata de cultura perene, como é o caso do cajueiro, a atenção deve ser redobrada.

Para subsidiar os produtores que desejem saber mais sobre este assunto, disponibilizamos hoje a publicação “Cultivo do cajueiro anão precoce: Aspectos fitotécnicos com ênfase na adubação e na irrigação“, de autoria do Engenheiro Agrônomo Lindbergue Araújo Crisóstomo.
Para acessar a publicação clique aqui. Em caso de dúvidas, consulte um agrônomo. Bom proveito e um bom domingo a todos!

Fiscalização do ambiente apícola

Sem polinizadores a agricultura não existiria. Infelizmente a maioria das pessoas não se dá conta disso. No caso do cajueiro, as abelhas exercem um papel importante na sua polinização.

Desse modo, toda iniciativa no sentido de conscientizar a população sobre a importância da preservação do ambiente apícola é sempre bem-vinda. Um bom exemplo disso é o evento que a Secretaria de Desenvolvimento Rural e a Câmara Setorial de Apicultura do Piauí promoverão em Picos (PI), de 8 a 12 de abril: “Semana de Educação Ambiental e Fiscalização do Ambiente Apícola” (ver convite).

Lembrando mais uma vez: sem abelhas não existe alimento.

Cajueiro: cuidados no plantio

Existem algumas recomendações que embora possam parecer elementares, considero que sempre são importantes lembrá-las durante a operação do plantio da muda do cajueiro. Dentre estas, destaco:

1. Não irrigar a muda no dia anterior ao plantio, de modo a facilitar a sua retirada do saco plástico no dia seguinte e, com isso, evitar a quebra do torrão;

2. Ao retirar o saco plástico evitar quebrar o sistema radicular;

3. Não segurar a muda pelo caule durante o plantio.

Não se pode esquecer que o custo da muda responde por uma boa parte do investimento na implantação de um pomar de cajueiro. Por isso, todo o cuidado é pouco.

Como produzir mudas de cajueiro

Como sempre ocorre aos domingos, o site Cajucultura disponibiliza uma publicação técnica sobre a cultura do cajueiro. Hoje o destaque é para o manual de “Produção de Mudas de Cajueiro“, de autoria do pesquisador da Embrapa Antonio Teixeira.

Desnecessário falar da importância do emprego de mudas enxertadas na cajucultura, já que o cajueiro é uma planta heterozigota e a sua reprodução por semente (via sexuada) resulta em plantas desuniformes (com genótipo e fenótipo diferentes), mesmo quando originadas de uma mesma planta mãe.

Para baixar a publicação clique aqui.

Por que alguns cajus são “travosos”?

Muitas pessoas perguntam: “- Por que existem cajus que são travosos? É possível identificá-los?

Bem, antes de tudo é importante dizer que essa sensação de “travar” ao se mastigar o caju deve-se a uma propriedade que alguns pedúnculos possuem, denominada de adstringência. Por sua vez, a adstringência é consequência da presença de substâncias conhecidas como taninos, que ao se juntarem com a saliva, dão a sensação de secura na boca.

Quando se trata de pedúnculo de cajueiro comum, geralmente não é possível identificar, somente pela aparência, se o caju é adstringente (travoso) ou não. Entretanto, ocorrem exceções, como é o caso do caju-banana, que geralmente possui alto teor de taninos, sendo conhecido pela sua forte adstringência.

Hoje, graças às pesquisas em melhoramento genético do cajueiro, por ocasião do processo de seleção efetua-se a análise dos teores de taninos dos pedúnculos, tornando possível saber se os pedúnculos de um determinado clone são adstringentes ou não.

Guiné Bissau fixa preço mínimo da castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.

Castanha: previsões e dança dos preços

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha de caju em nível mundial e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ficar por dentro é só clicar no play.