Os bate-papos do Blog da Cajucultura no Instagram estão de volta a partir do próximo dia 16 de julho (sábado), sempre às 9h00 da manhã. Com a mediação de Vitor Oliveira, os convidados são pessoas que empreendem no setor da cajucultura nacional. Vale a pena assistir. Agende a data.
Você sabia que o cajueiro é uma planta de polinização cruzada, com dois tipos de flores principais numa mesma panícula: flores masculinas e flores hermafroditas? E que isto vale tanto para o cajueiro gigante como para o cajueiro anão?
As flores masculinas (Imagem 1) fornecem os grãos de pólen para a parte feminina das flores hermafroditas (Imagem 2) para a polinização e posterior frutificação. Em resumo, as flores hermafroditas são as que resultam em frutos. Outra informação importante, é que embora o cajueiro produza um número considerável de flores, apenas cerca de 10% são hermafroditas (Fotos: Vitor Oliveira).
Acima, uma imagem bastante comum neste mês de maio, onde as chuvas insistem em permanecer. No primeiro plano podemos ver maturis em pleno desenvolvimento e, ao fundo, folhas com sintomas de antracnose (Foto: Vitor Oliveira).
Você certamente já deve ter visto plantas de cajueiro com a parte de baixo das folhas apresentando os sintomas apresentados na foto acima. Se você não sabe, trata-se do Mofo Preto do Cajueiro, doença causada por um fungo e que geralmente ocorre no início das chuvas indo até o final da estação chuvosa. No início as manchas são pequenas mas podem evoluir e cobrir totalmente a folha. Quando o ataque é muito intenso ocorre queda de folhas, comprometendo a produção do pomar. Vale ressaltar que o fungo se desenvolve somente na parte inferior da folha, como mostra a foto
Você já ouviu falar na larva do broto terminal do cajueiro? O sintoma do ataque dessa praga no cajueiro caracteriza-se pela formação de uma estrutura semelhante a um “repolhinho”, que abriga as larvas no seu interior. As larvas se alimentam entre os folíolos da parte interna das gemas, provocando murcha, seca e morte do broto terminal. Em seguida, a planta emite novas brotações laterais, que também são atacadas. Surgem novas brotações e novos ataques, atrasando o desenvolvimento da planta e contribuindo para a formação de panículas defeituosas.
A inflorescência emitida a partir de um broto atacado, é de pequeno tamanho, deformada e sem condições de se desenvolver e produzir.
Neste sábado (21/5) tem vídeo novo no Canal da Cajucultura no YouTube. Desta feita o agrônomo Vitor Oliveira explica como se originou “o maior cajueiro do mundo”, localizado em Pirangi do Norte, no município de Parnamirim (RN).
Com a antracnose do cajueiro não se brinca (foto acima). Com todas essas chuvas que caíram nesses primeiros meses do ano, ela está “fazendo a festa”. No Canal da Cajucultura no YouTube existem vídeos falando sobre como controlar esta doença no cajueiro. Vale a pena conhecê-los!