Tanzânia distribui 15 milhões de mudas de cajueiro

O governo da Tanzânia (África Oriental) planeja aumentar a produção de castanha de caju, expandindo a área plantada. Para alcançar este objetivo, programa a distribuição de 15 milhões de mudas de cajueiro aos agricultores do país. Com isto, visa aumentar a produção de castanha das atuais 300.000 toneladas por ano para 700.000 toneladas até 2030. (Xinhua News)

Cajucultura nas velas de Beberibe

Neste primeiro dia do mês de dezembro, trazemos a foto de uma original divulgação do Canal da Cajucultura no YouTube, feita por Caju & Cia, na vela de uma jangada do município de Beberibe (CE). Aliás, Caju e Mar têm tudo a ver com o município de Beberibe, um dos maiores produtores de castanha de caju do Ceará e detentor de uma das mais belas paisagens do litoral cearense.

Índia investe na cajucultura africana

A empresa indiana Nand Kishore & Sons (NKS) vai implantar uma nova unidade de processamento de castanhas de caju na Zona Industrial de Glo-Djigbè (GDIZ), no Benin, na região oeste da África. O investimento será da ordem de US $ 22 milhões, e a fábrica terá uma capacidade de processamento de 30 mil toneladas de castanha de caju por ano.

A construção começará em dezembro, com a conclusão prevista para agosto de 2022. Esta iniciativa visa agregar valor a produção local. Atualmente o Benin produz cerca de 150.000 toneladas de castanha de caju por ano.

Caju, a nova carne vegetal

Rico em fibras, vitamina C e sais minerais, o caju é versátil tanto para a saúde quanto para o paladar. De sabor ácido, ele pode ser bastante tânico (aquela sensação de boca amarrada) ou doce, dependo de sua fase de amadurecimento. Típico do nordeste, o caju é um fruto falso ou pseudofruto, sendo a castanha a verdadeira fruta do cajueiro. Fruto ou não, o fato é que a cada dia ele cai mais nas graças dos chefs de cozinha. De ingrediente principal de drinques à substituto de proteína animal, o caju empresta todo seu frescor e suculência a variadas receitas.

No Caju Gastrobar, em Copacabana, a fruta que dá nome ao restaurante está presente de diversas maneiras: na carta de bebidas e em pratos como no CajuBurguer, em que ela aparece na maionese. Serve de base das pizzas veganas da Di Blasi, no Leblon, e é o recheio dos gyozas no Zazá Bistrô, em Ipanema.  E na sua região, como está o consumo do caju? Posta aqui nos comentários. (O Globo)

RN: produção de castanha deve triplicar até 2030

O Rio Grande do Norte, que hoje figura como o terceiro maior produtor, atrás dos estados do Ceará e do Piauí, pode retomar o protagonismo nacional da produção de castanha de caju, como ocorreu até meados de 2010. É que, segundo prognóstico feito pelo chefe da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o estado deve triplicar a produtividade nos próximos oito anos, saltando de 17 mil toneladas para 50 mil toneladas produzidas ao ano.

A estimativa do pesquisador foi apresentada no Seminário da Cajucultura, no Auditório Amâncio Ramalho, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O evento integra a programação científica da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit), que teve início nesta quarta-feira (24), e segue até a próxima sexta-feira (26) na Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró. A realização é do Sebrae no Rio Grande do Norte e do Comitê Executivo de Fruticultura (COEX).

A “virada da cajucultura potiguar”, como classificou Saavedra, deve ocorrer a partir de outubro de 2022, quando serão lançados e inseridos em pomares de regiões serranas do estado, a exemplo de Serra de Santana, dois novos clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa. Adaptados às condições climáticas da região por meio de melhoramento genético, os clones possuem, como principal característica, a alta produtividade.

Gustavo Saavedra adverte, no entanto, que somente a chegada de novos clones de cajueiro não serão capazes de alavancar a produção. Investir no manejo e no melhoramento genético será determinante para que a produtividade de castanha de caju seja triplicada no Rio Grande do Norte, associado, ainda, ao cultivo em áreas tradicionais, como nos municípios de Severiano Melo e Serra do Mel, na região Oeste. (Agência Sebrae de Notícias)

Festa do Caju em Barra do Garças

A Prefeitura de Barra do Garças (MT), realiza a partir desta sexta-feira (19 de novembro) a tradicional Festa do Caju (na sua 30ª edição) e a 2ª Feira Cultural do Araguaia, no distrito de Voadeira, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer. O evento que integra o calendário cultural do município marca o retorno dos eventos tradicionais do município após a pandemia, com uma programação repleta de música, arte e culinária regional.

Na sua trigésima edição, a Festa do Caju terá duração de três dias se iniciando hoje (sexta-feira), até o domingo (21/11), acontecendo paralelamente a Feira Cultural do Araguaia. O evento terá atrações durante todo o dia, com feira de artesanato, feira culinária com os doces e produtos derivados do caju, doação de mudas de cajueiro e atrações musicais durante a noite.

Cajucultura na Expofruit 2021

De 24 a 26 de novembro, acontecerá em Mossoró (RN) a Expofruit 2021. Na programação do dia 24/11 (quarta-feira), destaque para um Seminário sobre Cajucultura, com palestras sobre temas de interessa do agronegócio caju. Confira a programação abaixo.

08h00 – CREDENCIAMENTO

08h30 – CAJUEIRO ANÃO: COMO EXPLORAR SEUS POTENCIAIS

10h05 – O OÍDIO NO CAJUEIRO: O PASSADO E O PRESENTE DA DOENÇA NA CAJUCULTURA

11h30 – PALAVRA FINAL SOBRE OS DESAFIOS DA CAJUCULTURA

LOCAL: AUDITÓRIO AMÂNCIO RAMALHO, UFERSA, MOSSORÓ

Link do evento: https://www.expofruit.com.br/programacao

Brasil: 127 mil t de castanhas em 2021

Restando pouco menos de dois meses para o término do ano, os números da safra brasileira de castanha de caju 2021 começam a apresentar uma definição mais clara. Segundo as estimativas oficiais preliminares do IBGE, oriundas do 10º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, o Brasil deverá colher no corrente ano um total de 127.129 toneladas de castanhas, o que representa uma queda de 8,4% em relação ao ano de 2020. O maior decréscimo é previsto para o estado do Ceará, maior produtor nacional, cuja safra é estimada em 73.353 toneladas, 13,9% inferior à produção de 2020. Para o Piauí, segundo maior produtor nacional, estima-se um crescimento de 7,3%, enquanto o Rio Grande do Norte prevê uma queda de 2,7% em relação ao ano anterior. Conjuntamente, os três estados deverão responder por 90,6% da produção nacional de castanha de caju.

Estado

Produção (toneladas)

Variação (%)

Ceará

73.353

-8,4

Piauí

24.834

7,3

Rio G. do Norte

16.976

2,7