Vídeo novo no Canal da Cajucultura

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.
uer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: “De olho na castanha africana”.

O cajueiro de Mauro Mota

Obra rara que me foi presenteada pelo amigo (e também apaixonado pela cajucultura) Fábio Paiva: “O cajueiro nordestino“, de autoria de Mauro Mota.

O livro (capa ao lado) é originário de monografia apresentada pelo autor ao Instituto de Educação de Pernambuco, concorrendo à cátedra de Geografia, em 1955.

Para os apaixonados pelo cajueiro, dentre os quais me incluo, o livro oferece uma visão abrangente do cajueiro, abordando-o sob os aspectos geográfico, histórico, cultural e nutricional, entre outros. Mauro Mota considerava o cajueiro um símbolo do litoral pernambucano.

Antes que me perguntem, o livro pode ser adquirido em diversos sites pela Internet. É só pesquisar pelo título.

Castanha de caju: safra 2019

O IBGE divulgou no último dia 11 de abril o 3º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). O site Cajucultura compilou na tabela abaixo os resultados referentes aos principais produtores brasileiros de castanha de caju.

Estado Produção (t)
Ceará 60.728
Piauí 24.687
R.G. Norte 16.747
Maranhão 4.199
Bahia 3.000
Pernambuco 2 594

A produção de castanha para o corrente ano no Brasil está estimada em 114.518 toneladas. Sempre é bom destacar que esta estimativa de produção de castanha ainda é bastante preliminar, referindo-se ao mês de março do corrente ano.

Mercado de castanha da África ocidental

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

Requeijão vegano à base de caju

Sábado é dia de receita à base dos derivados do caju. Alguns seguidores do cajucultura.com.br questionam: por que o site divulga receitas neste espaço? Resposta: o negócio caju precisa ampliar o mercado interno consumidor de amêndoa de caju, suco, caju de mesa e todos os demais derivados.

Cada receita à base de caju que o site divulga é uma forma a mais de agregar valor aos diferentes produtos oriundos do cajueiro. Satisfeitos com a resposta? Bom, mais satisfeitos ainda irão ficar ao se deliciarem com esta saborosa e super simples receita de requeijão vegano, do Canal da Raquel Rache. Bom proveito e um excelente final de semana.

Conversando sobre a “Traça das castanhas”

Vale a pena assistir a minha conversa, no vídeo abaixo, com o entomologista Lindemberg Mesquita sobre a “Traça das  Castanhas”, considerada a principal praga do cajueiro no Brasil.  Lindemberg responde a várias perguntas e tira muitas dúvidas sobre o assunto. uma Dentre os temas abordados destacam-se os “sintomas e métodos de controle”.

Na descrição do vídeo no YouTube, disponibilizo também dois links de publicações relacionadas ao tema.

Assista, curta e deixe os seus comentários.

Traça das castanhas no Canal da Cajucultura

A literatura brasileira sobre a ocorrência de pragas do cajueiro menciona a existência de pelo menos 97 insetos e sete ácaros associados à esta cultura. Dentre essas pragas, a traça das castanhas (Anacampsis phytomiella) é a principal praga dos frutos do cajueiro no campo, causando prejuízos aos diferentes elos que compõem a cadeia produtiva do caju. O inseto foi detectado pela primeira vez em 1982, em São Benedito, no Ceará.

Considerando a importância do tema, o Canal da Cajucultura lançará amanhã, 12/4, um vídeo onde o entomologista Lindemberg Mesquita, da Embrapa, falará sobre os principais  sintomas, as características da praga e dos diferentes métodos de controle.

Inscreva-se no Canal da Cajucultura, conheça a sua videoteca e envie sugestões de temas para novos vídeos.

Inimigo nº 1 das castanhas

Dentre as pragas que atacam o cajueiro, as da castanha revestem-se de fundamental importância, por ser este o produto de maior interesse econômico. Um desses vilões é a traça das castanhas (foto).

Dados de pesquisa indicam que o grau médio de infestação da traça das castanhas no Ceará é de 15% e no Piauí de 11%.  Fazendo um cálculo rápido, considerando as previsões de safra de castanha desses dois estados para o corrente ano, isto representa uma perda de cerca de 8.984 toneladas de castanha no Ceará e 2.675 toneladas no Piauí, visto que a castanha furada não possui valor comercial.

Em relação à produção nacional, isto representa 10,22% da castanha de caju produzida no Brasil e, a preços de hoje, resulta num prejuízo financeiro de quase 47 milhões de reais por ano. E estamos falando apenas do Ceará e Piauí.

Quer saber mais sobre este assunto? Aguarde o próximo vídeo do Canal da Cajucultura, em fase final de produção, que abordará todos os detalhes desta importante praga.

Aguardente de caju em Picos (PI)

Um dos grandes desafios desde sempre na cajucultura é agregar valor à matéria prima. Os integrantes do Sindicato Rural de Picos estão bem conscientes disso. Tanto é que demandaram junto ao Serviço de Aprendizagem Rural  do Piauí um “Curso para fabricação de aguardente de caju”. 

Ministrado por Silvia Viana de Almeida (Senar – PI) , com formação em química industrial, o curso foi um sucesso e  ocorreu durante a 6ª edição do “Picos Fest Berro”, com término nesta segunda-feira, 8/4. O evento foi realizado em um pequeno alambique (foto), equipamento utilizado por Silvia em oficinas promovidas em feiras.
É bom ressaltar que já circula na região de Picos uma bebida mista conhecida como “cajuaça”, criada por Lenildo Lima em 2007. Em conversa com o site Cajucultura, Silvia Almeida disse que “aposta na ideia e entende que tem tudo pra dar certo. A bebida teve uma aceitação muito boa por quem provou. O que falta agora é avaliar os custos para ver a competitividade do produto frente a aguardente de cana de açúcar”. Ainda segundo Silvia, “os cajucultores buscam novas alternativas além da já tradicional cajuína e dos diversos tipos de doces”.
Excelente iniciativa e um bom exemplo a ser seguido por outras regiões produtoras. No Ceará temos o exemplo do cajucultor Sebastião Ribeiro Gomes, de Ocara, com a marca ‘Cajuí”.
Agradecemos a colaboração da agrônoma Elizângela Pereira, da Adapi de Picos, pelas fotos e intermediação dos contatos.