Vídeo novo no Canal da Cajucultura
Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.
Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.
Obra rara que me foi presenteada pelo amigo (e também apaixonado pela cajucultura) Fábio Paiva: “O cajueiro nordestino“, de autoria de Mauro Mota.
O livro (capa ao lado) é originário de monografia apresentada pelo autor ao Instituto de Educação de Pernambuco, concorrendo à cátedra de Geografia, em 1955.
Para os apaixonados pelo cajueiro, dentre os quais me incluo, o livro oferece uma visão abrangente do cajueiro, abordando-o sob os aspectos geográfico, histórico, cultural e nutricional, entre outros. Mauro Mota considerava o cajueiro um símbolo do litoral pernambucano.
Antes que me perguntem, o livro pode ser adquirido em diversos sites pela Internet. É só pesquisar pelo título.
O IBGE divulgou no último dia 11 de abril o 3º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). O site Cajucultura compilou na tabela abaixo os resultados referentes aos principais produtores brasileiros de castanha de caju.
| Estado | Produção (t) |
| Ceará | 60.728 |
| Piauí | 24.687 |
| R.G. Norte | 16.747 |
| Maranhão | 4.199 |
| Bahia | 3.000 |
| Pernambuco | 2 594 |
A produção de castanha para o corrente ano no Brasil está estimada em 114.518 toneladas. Sempre é bom destacar que esta estimativa de produção de castanha ainda é bastante preliminar, referindo-se ao mês de março do corrente ano.
Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.
Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?
Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.
O site Cajucultura traz neste domingo duas publicações tendo como temas: o “Controle da Traça-da-Castanha com Produtos à Base de Óleos Essenciais e Hidrolatos” e “Artrópodes associados ao cajueiro no Brasil“. Clique nos títulos para acessá-las.
Sábado é dia de receita à base dos derivados do caju. Alguns seguidores do cajucultura.com.br questionam: por que o site divulga receitas neste espaço? Resposta: o negócio caju precisa ampliar o mercado interno consumidor de amêndoa de caju, suco, caju de mesa e todos os demais derivados.
Vale a pena assistir a minha conversa, no vídeo abaixo, com o entomologista Lindemberg Mesquita sobre a “Traça das Castanhas”, considerada a principal praga do cajueiro no Brasil. Lindemberg responde a várias perguntas e tira muitas dúvidas sobre o assunto. uma Dentre os temas abordados destacam-se os “sintomas e métodos de controle”.
Na descrição do vídeo no YouTube, disponibilizo também dois links de publicações relacionadas ao tema.
Assista, curta e deixe os seus comentários.
A literatura brasileira sobre a ocorrência de pragas do cajueiro menciona a existência de pelo menos 97 insetos e sete ácaros associados à esta cultura. Dentre essas pragas, a traça das castanhas (Anacampsis phytomiella) é a principal praga dos frutos do cajueiro no campo, causando prejuízos aos diferentes elos que compõem a cadeia produtiva do caju. O inseto foi detectado pela primeira vez em 1982, em São Benedito, no Ceará.
Considerando a importância do tema, o Canal da Cajucultura lançará amanhã, 12/4, um vídeo onde o entomologista Lindemberg Mesquita, da Embrapa, falará sobre os principais sintomas, as características da praga e dos diferentes métodos de controle.
Inscreva-se no Canal da Cajucultura, conheça a sua videoteca e envie sugestões de temas para novos vídeos.
Dentre as pragas que atacam o cajueiro, as da castanha revestem-se de fundamental importância, por ser este o produto de maior interesse econômico. Um desses vilões é a traça das castanhas (foto).
Dados de pesquisa indicam que o grau médio de infestação da traça das castanhas no Ceará é de 15% e no Piauí de 11%. Fazendo um cálculo rápido, considerando as previsões de safra de castanha desses dois estados para o corrente ano, isto representa uma perda de cerca de 8.984 toneladas de castanha no Ceará e 2.675 toneladas no Piauí, visto que a castanha furada não possui valor comercial.
Em relação à produção nacional, isto representa 10,22% da castanha de caju produzida no Brasil e, a preços de hoje, resulta num prejuízo financeiro de quase 47 milhões de reais por ano. E estamos falando apenas do Ceará e Piauí.
Quer saber mais sobre este assunto? Aguarde o próximo vídeo do Canal da Cajucultura, em fase final de produção, que abordará todos os detalhes desta importante praga.
Um dos grandes desafios desde sempre na cajucultura é agregar valor à matéria prima. Os integrantes do Sindicato Rural de Picos estão bem conscientes disso. Tanto é que demandaram junto ao Serviço de Aprendizagem Rural do Piauí um “Curso para fabricação de aguardente de caju”.