Cajucultura: não há espaço para amadorismo

Por Vitor Oliveira

Vitor Oliveira

Periodicamente tenho publicado no Blog e no Canal da Cajucultura matérias sobre o que acontece no negócio caju nos principais países produtores de castanha de caju. Para quem encara a cajucultura como de fato um negócio, entendo ser de suma importância conhecer a sua área de atuação em todos os níveis.

Acredito que um dos grandes equívocos que um empreendedor, de qualquer área, pode cometer, é não conhecer o mercado de sua área de atuação. No mundo da informação digital não dá mais para o produtor ficar alienado, preocupando-se em apenas produzir sem, muitas vezes, ter a mínima ideia para quem e como vai vender. A informação nos dias de hoje está na palma da mão. É questão de saber decifrá-la e tirar o melhor proveito possível, evitando, contudo, que a superficialidade da informação conduza a caminhos indevidos.

Tenho repetido que o empreendedor rural nos dias atuais tem que ser um jogador polivalente: entender um pouco de administração, finanças, agronomia, só para citar algumas. E além disso, quando possível, procurar se capacitar nas áreas onde entenda possuir maior deficiência.

Com este novo espaço na web, pretendo agregar o conjunto de informações existentes na diversas mídias sociais que tratam do tema cajucultura, no sentido de facilitar o acesso de todos aqueles que buscam por informações/conhecimentos nesta área. Na moderna agricultura, e a cajucultura está aí inserida, não há mais espaço para amadorismo. Profissionalização é a palavra da hora.

Ceará: castanha no topo das exportações

12Dados divulgados pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), referentes às Exportações Cearenses, revelam que no período entre 2010 e 2018, o valor das exportações de amêndoa de castanha de caju, à exceção apenas de 2013, 2014 e 2015, estiveram acima do setor da fruticultura. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino da amêndoa brasileira, com cerca de 53% do volume total exportado em 2018.

Em termos de agronegócio, a castanha de caju desponta com o primeiro lugar em 2018, vindo em seguida a fruticultura. Tamanha importância bem que merecia do estado uma estrutura de governo mais robusta e específica para o setor.

(mais…)

O “travo” do caju

Você sabia que a sensação de “travo” existente em algumas variedades de caju é causada por uma propriedade denominada adstringência, conseqüência da presença no pseudofruto de substâncias conhecidas como taninos. Não só no caju, mas quando qualquer fruto amadurece a adstringência é menos percebida, seja por modificações químicas nos taninos ou pelo aumento no teor de açúcar, que mascara esta sensação. Geralmente, não é possível identificar, somente pela aparência, se uma determinada variedade de caju é adstringente ou não. Contudo, existem algumas exceções, como o caso do caju-banana que contém elevado teor de taninos e é conhecido pela acentuada adstringência ou travo. Hoje já é possível recomendar para o plantio clones de cajueiro-anão precoce que produzem pedúnculos de baixa adstringência

A palavra caju em vários idiomas

A palavra caju, provém do idioma tupi e significa, segundo alguns tupinólogos, fruto amarelo. A seguir, uma coletânea dos nomes que são dados ao cajueiro nos mais diferentes idiomas dos países onde é encontrado.

Português

– Caju, Cajueiro, pé de Caju, Castanha de Caju, Maçã de Caju

Francês

– Cajou, Acajou, Anacardier, Cachou, Noix de cajou (França)

– Darcassou (Senegal, Costa do Marfim)

Inglês

– Cashew, cashew tree, Cashew nut, cashew apple, Cashew Kernel

Espanhol

– Marañon, nuez de marañon ( Equador)

– Cajuil, Pajuil ( Porto Rico, Costa Rica, Cuba, México, Peru, Colômbia, Panamá, El Salvador)

– Merey, Mereke ( Venezuela)

– Acayouba ( Argentina)

Italiano

– Anacardio, noci di Anacardio

Holandês

– Acajou, Kaschu

Alemão

– Acajuban, Kaschunuss

Dialetos Africanos

– Kazuwa, Tazwa, Diboto (Zaire, Congo)

– Mkanju, Korosho (Suahili)

– Bibbo, Bibs (Somália)

– Cajoutier, Mabida, Mahabibo (Rep. Malgaxe)

Dialetos Asiáticos

– Kajus, gajus, Janggus, kanjus (Malásia)

– Jambu-gajus, Jambu-monyet (Java)

– Gaju, Jambu-mèdè, Jambu-erang (Sumatra)

– Boa-frangi (fruta de Portugal – Molucas)

– Kaju (estados do norte da Índia)

– Caju-gaha, Cadjú, Paranji-handi (noz de Portugal) – (Estados do sul da Índia e Ceilão)

– Kasoy, Kasui, Kasul, Kachui (Filipinas)