Moçambique quer liderar produção de castanha
Moçambique pretende voltar a liderar a produção mundial da castanha de caju. O desafio foi assumido pelo Diretor do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), Ilídio Bande, que anunciou para este ano uma arrecadação de 100 milhões de dólares com a comercialização do produto.
Atualmente com uma produção média anual de 125 mil toneladas de castanha, Moçambique quer reassumir o protagonismo na produção deste produto que tem como principais mercados a União Europeia, Estados Unidos da América e a China.
Vale lembrar que Moçambique, localizado no sudeste do continente africano (área destacada em verde no mapa), chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju na década 70, com uma produção comercializada de 216 mil toneladas anuais. Não será um desafio trivial.
Originário dos altiplanos da Etiópia, o café teve na América do Sul (Brasil e Colômbia) o seu habitat ideal. A seringueira, made in Brazil, encontrou o seu paraíso lá pros lados da Malásia.

Existe uma falsa crença de que o cajueiro, pelo fato de ser encontrado vegetando em ambientes extremamente adversos é uma planta pouco exigente e, desse modo, não necessita do emprego de insumos modernos (irrigação, adubos, corretivos agrícolas, etc). Isso talvez explique a baixa produtividade da cultura em algumas regiões do planeta.