Moçambique quer liderar produção de castanha

Moçambique pretende voltar a liderar a produção mundial da castanha de caju. O desafio foi assumido pelo Diretor do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), Ilídio Bande, que anunciou para este ano uma arrecadação de 100 milhões de dólares com a comercialização do produto.

Atualmente com uma produção média anual de 125 mil toneladas de castanha, Moçambique quer reassumir o protagonismo na produção deste produto que tem como principais mercados a União Europeia, Estados Unidos da América e a China.

Vale lembrar que Moçambique, localizado no sudeste do continente africano (área destacada em verde no mapa), chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju na década 70, com uma produção comercializada de 216 mil toneladas anuais. Não será um desafio trivial.

Cajueiro, um eterno viajante

Originário dos altiplanos da Etiópia, o café teve na América do Sul (Brasil e Colômbia) o seu habitat ideal. A seringueira, made in Brazil, encontrou o seu paraíso lá pros lados da Malásia.

E o cajueiro? Bem, a história também não é muito diferente. Genuinamente brasileira, a planta foi levada pelos portugueses para terras de além-mar, encontrando terreno fértil para o seu cultivo na Índia, Vietnã e alguns países da África. Parece, contudo, que a migração começa a ocorrer também no âmbito interno. Algumas regiões do Brasil que antes sequer conheciam um caju, começam a cultivar e usufruir dos produtos e coprodutos desta poderosa planta. É o cajueiro em busca de novas terras, desta vez brasileiras.

A história do clone CP 76

No vídeo desta quarta-feira, o agrônomo Levi de Moura Barros, pesquisador da Embrapa, conta-nos acerca dos bastidores da criação do cajueiro anão, com ênfase no clone CP 76.

Fugimos um pouco ao padrão de duração máxima dos vídeos do Canal da Cajucultura (dez minutos), por entendermos que vale a pena conhecer esta história.

CP 76, o campeão de popularidade

Na próxima quarta-feira, 23 de janeiro, o Canal da Cajucultura apresentará a primeira parte de uma entrevista com o pesquisador da Embrapa Levi de Moura Barros, contando os bastidores da história da criação do mais popular dentre os clones de cajueiro anão: o CP 76.

Inscreva-se no Canal da Cajucultura no YouTube e receba em primeira mão os vídeos deste Canal. Para os leitores do Blog que ainda não assistiram os vídeos do Canal da Cajucultura no YouTube, segue a relação dos títulos disponíveis com os respectivos links para acessá-los:

 

Cajueiro: resistente…mas nem tanto

Existe uma falsa crença de que o cajueiro, pelo fato de ser encontrado vegetando em ambientes extremamente adversos é uma planta pouco exigente e, desse modo, não necessita do emprego de insumos modernos (irrigação, adubos, corretivos agrícolas, etc). Isso talvez explique a baixa produtividade da cultura em algumas regiões do planeta.

Contudo, os estudos realizados em instituições de pesquisa agrícola em vários países do mundo mostram que o cajueiro pode, de fato, sobreviver em ambientes adversos, mas com baixa produção. Para que expresse a sua máxima produtividade, é necessário que receba todos os cuidados demandados por qualquer espécie agrícola perene. As respostas em termos de produção de castanha são bastante expressivas.

Caso tenha dúvida, é só conferir o vídeo que disponibilizei no Canal da Cajucultura no YouTube sobre o uso da fertirrigação e espaçamento ultra adensado em cajueiro numa região do Sul da Índia.

Cajueiro comum: dicas de manejo

No vídeo desta quarta-feira, no Canal da Cajucultura, falamos sobre alguns cuidados básicos a serem observados na condução de plantas de cajueiro comum.

Infelizmente, grande parte das áreas plantadas com cajueiro no Brasil ainda são constituídas por plantas de cajueiro comum (plantio por sementes). O ideal seria que estes pomares de cajueiro já tivessem passado por um completo processo de renovação, visto que são formados por plantas senescentes e de baixa produtividade. Enquanto isto não acontece, cuidemos do que temos.