A história do clone CP 76

No vídeo desta quarta-feira, o agrônomo Levi de Moura Barros, pesquisador da Embrapa, conta-nos acerca dos bastidores da criação do cajueiro anão, com ênfase no clone CP 76.

Fugimos um pouco ao padrão de duração máxima dos vídeos do Canal da Cajucultura (dez minutos), por entendermos que vale a pena conhecer esta história.

CP 76, o campeão de popularidade

Na próxima quarta-feira, 23 de janeiro, o Canal da Cajucultura apresentará a primeira parte de uma entrevista com o pesquisador da Embrapa Levi de Moura Barros, contando os bastidores da história da criação do mais popular dentre os clones de cajueiro anão: o CP 76.

Inscreva-se no Canal da Cajucultura no YouTube e receba em primeira mão os vídeos deste Canal. Para os leitores do Blog que ainda não assistiram os vídeos do Canal da Cajucultura no YouTube, segue a relação dos títulos disponíveis com os respectivos links para acessá-los:

 

Cajueiro: resistente…mas nem tanto

Existe uma falsa crença de que o cajueiro, pelo fato de ser encontrado vegetando em ambientes extremamente adversos é uma planta pouco exigente e, desse modo, não necessita do emprego de insumos modernos (irrigação, adubos, corretivos agrícolas, etc). Isso talvez explique a baixa produtividade da cultura em algumas regiões do planeta.

Contudo, os estudos realizados em instituições de pesquisa agrícola em vários países do mundo mostram que o cajueiro pode, de fato, sobreviver em ambientes adversos, mas com baixa produção. Para que expresse a sua máxima produtividade, é necessário que receba todos os cuidados demandados por qualquer espécie agrícola perene. As respostas em termos de produção de castanha são bastante expressivas.

Caso tenha dúvida, é só conferir o vídeo que disponibilizei no Canal da Cajucultura no YouTube sobre o uso da fertirrigação e espaçamento ultra adensado em cajueiro numa região do Sul da Índia.

Cajueiro comum: dicas de manejo

No vídeo desta quarta-feira, no Canal da Cajucultura, falamos sobre alguns cuidados básicos a serem observados na condução de plantas de cajueiro comum.

Infelizmente, grande parte das áreas plantadas com cajueiro no Brasil ainda são constituídas por plantas de cajueiro comum (plantio por sementes). O ideal seria que estes pomares de cajueiro já tivessem passado por um completo processo de renovação, visto que são formados por plantas senescentes e de baixa produtividade. Enquanto isto não acontece, cuidemos do que temos.

Não ao plantio do cajueiro por sementes

A produtividade dos pomares de cajueiro no Brasil é uma das menores do mundo, em decorrência, principalmente, do plantio feito por castanha na década de 70, quando inexistiam clones melhorados de cajueiro.

Na atualidade, com vários clones de cajueiro anão lançados pela Embrapa Agroindústria Tropical e com um razoável número de bons viveiristas, não se justifica que ainda se insista no emprego de sementes para o plantio direto no campo.

A única forma de se obter pomares produtivos é com o plantio de mudas enxertadas. Fazer o contrário é retroceder no tempo em pelo menos três décadas, contribuindo ainda mais para a redução da competitividade da cajucultura brasileira no mercado internacional.

É fundamental profissionalizar a cajucultura

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual.

Qual a solução? Não existem receitas prontas – o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os coprodutos conhecidos do cajueiro.

O Vietnã é um caso raro de sucesso nesta atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje, além de ser o maior exportador mundial de amêndoas de caju, busca também a liderança na produção mundial de castanha. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.