Caju, do Maranhão para o mundo
O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Em alguns países da América Latina é chamado ‘marañon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil.
Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais, entre 1560 e 1565. Os portugueses levaram a planta para a Índia, entre 1563 e 1578. Depois da Índia foi introduzida no sudeste asiático, chegando à África durante a segunda metade do século XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por último nas ilhas.
O resto da história todos conhecem: a Índia e o Vietnã são hoje são os maiores exportadores mundiais de amêndoa de castanha de caju.
A gravura acima é considerada a ilustração mais antiga sobre o cajueiro, feita pelo monge francês André Thevet, quando de suas andanças exploratórias, pelo litoral do Nordeste, em 1557.

Dados divulgados pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), referentes às Exportações Cearenses, revelam que no período entre 2010 e 2018, o valor das exportações de amêndoa de castanha de caju, à exceção apenas de 2013, 2014 e 2015, estiveram acima do setor da fruticultura. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino da amêndoa brasileira, com cerca de 53% do volume total exportado em 2018.
sensação de “travo” existente em algumas variedades de caju é causada por uma propriedade denominada adstringência, conseqüência da presença no pseudofruto de substâncias conhecidas como taninos. Não só no caju, mas quando qualquer fruto amadurece a adstringência é menos percebida, seja por modificações químicas nos taninos ou pelo aumento no teor de açúcar, que mascara esta sensação. Geralmente, não é possível identificar, somente pela aparência, se uma determinada variedade de caju é adstringente ou não. Contudo, existem algumas exceções, como o caso do caju-banana que contém elevado teor de taninos e é conhecido pela acentuada adstringência ou travo. Hoje já é possível recomendar para o plantio clones de cajueiro-anão precoce que produzem pedúnculos de baixa adstringência
A palavra caju, provém do idioma tupi e significa, segundo alguns tupinólogos, fruto amarelo. A seguir, uma coletânea dos nomes que são dados ao cajueiro nos mais diferentes idiomas dos países onde é encontrado.