Antracnose, Oídio, Resinose e Mofo Preto. Esse quarteto não brinca em serviço quando resolve atacar o cajueiro. Quer saber como eles atacam e como controlá-los? Clique aqui e acesse a mais nova publicação sobre o assunto, de autoria de José Emilson Cardoso, pesquisador da Embrapa.
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Considerada a doença mais importante do cajueiro no Brasil, o Oídio causa danos à produção de castanha e à qualidade do pedúnculo em todas as regiões produtoras. Os sintomas são observados nas folhas, nas flores, nos maturis, nos pedúnculos e nas castanhas. O sintoma característico é um revestimento branco, assemelhando-se a um pó inicialmente branco (estruturas reprodutivas do fungo), tornando-se acinzentado quando os órgãos atacados atingem a maturidade.
O controle do oídio é quase que exclusivamente químico, por meio da aplicação de enxofre elementar ou formulado (Kumulus®), sendo este último na concentração de 300 g por 100 litros de água (800 litros/ha). As pulverizações deverão ser iniciadas logo no começo da floração, e a frequência de aplicação dependerá do monitoramento semanal. A reação dos clones comerciais ao oídio revela diferenças de susceptibilidades.
Quer saber mais sobre este assunto? No próximo domingo (26/5) este site disponibilizará a recém-lançada publicação “Principais doenças do cajueiro: sintomas e controle”, de autoria do pesquisador José Emilson Cardoso (foto), abordando as principais doenças que ocorrem no cajueiro no Brasil. Pode-se dizer que este é o tipo de material para o cajucultor ter sempre à mão.
Um grande desafio do cajucultor é ter que decidir dentre as várias opções de controle das pragas, qual a mais adequada e quando aplicá-la racionalmente. A identificação correta da praga e sua bioecologia, associada à época de ocorrência e a fase de desenvolvimento da planta são informações indispensáveis à determinação do nível de controle e da consequente medida a ser adotada.
O monitoramento populacional e a aferição dos danos causados são práticas fundamentais para uma correta tomada de decisão, em um sistema de manejo racional de pragas. Tudo isto visa evitar que o produtor aplique de forma indiscriminada inseticidas ou outros produtos químicos sem que sejam efetivamente necessários e, algumas vezes, causando a morte de inimigos naturais e até mesmo de insetos polinizadores. Portanto, muito cuidado: às vezes o tiro pode sair pela culatra e você pode estar jogando dinheiro fora. Não faça pulverizações desnecessárias. O meio ambiente, os polinizadores e o seu bolso agradecem.
Clique aqui e acesse uma publicação que orienta como fazer o reconhecimento e monitoramento, objetivando a correta tomada de decisão para o controle eficaz das principais pragas do cajueiro.
O oídio do cajueiro pode ser controlado com a aplicação de enxofre – um produto inócuo à saúde humana e ao meio ambiente e apropriado para cultivos orgânicos. Cientistas da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) observaram que o enxofre é capaz de controlar a doença, reduzindo a incidência a menos de 10% nos pomares acometidos.
Muito agressivo, o oídio ataca os tecidos jovens da planta, as inflorescências, pedúnculos e castanhas (foto acima). Provoca o abortamento das flores e deformações, rachaduras e varíolas nos pedúnculos e frutos. O ataque provoca prejuízos tanto ao mercado de castanha quanto ao de caju de mesa. Um sintoma comum é a variegação (presença de zonas com alteração de cor) no pedúnculo. Esse dano é observado em quase todos os clones comerciais acometidos e provoca redução do preço como fruta de mesa, um importante nicho de mercado do agronegócio do caju.
O pesquisador Emilson Cardoso explica que além do enxofre elementar, que pode ser polvilhado nos pomares, os produtores têm à disposição um produto industrializado à base de enxofre com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A recomendação é para que os produtores façam três aplicações semanais com o produto logo na primeira florada dos cajueiros.
Emilson Cardoso acrescenta que o enxofre elementar é um produto natural e acessível, mas que apresenta a desvantagem de necessitar de um equipamento específico para polvilhamento. Por este motivo, os produtores obtiveram em 2015, a partir de recomendação da Embrapa, o registro no Mapa de produto à base de enxofre. O defensivo agrícola liberado é solúvel em água e pode ser aplicado com equipamentos de pulverização facilmente encontrados nas propriedades, o que facilita o controle.
O Pseudoidium anacardii, fungo que provoca a doença, apresenta disseminação explosiva, germinando em poucas horas. O patógeno pode ser facilmente disseminado por vento ou insetos. “Não depende muito de chuva para germinar, bastam poucas horas de orvalho, o que é comum mesmo nos sertões. Uma vez germinado, penetra facilmente nos tecidos jovens”, detalha Cardoso (Verônica Freire/MTb 01225/JP/Embrapa Agroindústria Tropical).
Mês de maio encaminhando-se para o final com junho quase batendo à porta. É hora de ficar atento para os vilões das folhas novas do cajueiro: os insetos desfolhadores, especialmente no Ceará e Rio Grande do Norte. No Blog da Cajucultura, por meio de pesquisa no próprio Blog, o internauta poderá encontrar publicações sobre o assunto. No Canal da Cajucultura, de igual modo, também existem alguns vídeos sobre o tema. Vale a pena ficar por dentro do assunto.
Na foto ao lado, de autoria de Antonio Lindemberg M. Mesquita/Embrapa, podemos ver um desses vilões: o “Besouro-vermelho-do-cajueiro”, Crimissa cruralis Stal.
Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.
De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.
Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.
Assista ao novo vídeo do Canal da Cajucultura, desta vez mostrando o longo caminho percorrido pelo caju de mesa para alcançar os consumidores de cidades distantes dos locais de produção e agregar valor ao agronegócio caju. Você já se inscreveu no Canal do Cajucultura? Inscreva-se e seja o primeiro a saber do lançamento dos novos episódios lançados regularmente no Canal da Cajucultura no YouTube.