Inimigos naturais do cajueiro

O controle biológico de pragas na agricultura pode ser realizado por inimigos naturais denominados de parasitoides, predadores e entomopatógenos. Os parasitoides são inimigos naturais, muitas vezes do tamanho do hospedeiro, mas que exigem apenas um indivíduo para completar o seu desenvolvimento.

Quer saber sobre este assunto? Clique aqui e acesse a publicação “Ocorrência e Importância de Inimigos Naturais de Pragas em Cultivo de Cajueiro Orgânico”, de autoria dos pesquisadores Antônio Lindemberg Martins Mesquita, Marilene Fancelli e Raimundo Braga Sobrinho, todos da Embrapa.

Agroquímicos: apenas com base em critérios técnicos

Rotineiramente temos postado neste site nossa preocupação com o uso indiscriminado de agroquímicos na agricultura (e por extensão na cajucultura) e a importância de que isto seja feito somente com base em critérios técnicos bem definidos. Pois bem, novamente chamamos a atenção para este assunto no vídeo que disponibilizamos hoje no Canal da Cajucultura.

Cajucultura e agroquímicos

A tendência mundial, em se tratando de produtos agrícolas, é o consumo de alimentos livres de agroquímicos. Não existem mais dúvidas que esta é uma tendência que veio para ficar. Os que ainda duvidam disso devem olhar com atenção para os números do maior mercado do mundo, os Estados Unidos, onde empresas como Tyson Foods e Pilgrim’s Pride, as maiores do setor no país, têm aumentado a oferta de carne proveniente de frangos e bovinos alimentados com ração orgânica. De acordo com o Departamento de Agricultura, a venda de comida orgânica certificada vem crescendo a uma taxa de 10% ao ano.

Mas não é apenas nos EUA. Europa e mercados asiáticos estão muito atentos para a questão do uso indiscriminado de agroquímicos (inseticidas, fungicidas, herbicidas, corretivos e fertilizantes), deixando muito claro que as restrições para a entrada de produtos que não atendam os requisitos de saudabilidade terão dificuldades de acessarem tais mercados. No Brasil é questão de tempo.

Olhando para a nossa incipiente cajucultura, devemos estar muito atentos para evitar o uso sem critérios técnicos de agroquímicos. É importante sempre consultar um engenheiro agrônomo antes de adotar fórmulas, muitas vezes duvidosas, que circulam em grupos de Whatsup. Não esquecer que o inseticida ou fungicida deve ser usado como último recurso, e não como o primeiro.

Olho vivo!

Novos vídeos no canal da Cajucultura

O controle da Mosca Branca do Cajueiro será o próximo tema do vídeo a ser exibido no Canal da Cajucultura no YouTube. 

Você já conhece o Canal da Cajucultura? Caso não conheça, fique sabendo que neste Canal existem diversos vídeos tratando de assuntos exclusivamente voltados para o negócio caju. 

Veja abaixo a relação dos últimos vídeos e clique no que for do seu interesse para assisti-lo no YouTube.

Conheça a broca das pontas do cajueiro

Monitoramento de pragas do cajueiro

Principais doenças do cajueiro

Antracnose, Oídio, Resinose e Mofo Preto. Esse quarteto não brinca em serviço quando resolve atacar o cajueiro. Quer saber como eles atacam e como controlá-los? Clique aqui e acesse a mais nova publicação sobre o assunto, de autoria de José Emilson Cardoso, pesquisador da Embrapa.

Uma boa leitura e um excelente domingo a tod@s!

Conheça o oídio do cajueiro

Considerada a doença mais importante do cajueiro no Brasil, o Oídio causa danos à produção de castanha e à qualidade do pedúnculo em todas as regiões produtoras. Os sintomas são observados nas folhas, nas flores, nos maturis, nos pedúnculos e nas castanhas. O sintoma característico é um revestimento branco, assemelhando-se a um pó inicialmente branco (estruturas reprodutivas do fungo), tornando-se acinzentado quando os órgãos atacados atingem a maturidade.

O controle do oídio é quase que exclusivamente químico, por meio da aplicação de enxofre elementar ou formulado (Kumulus®), sendo este último na concentração de 300 g por 100 litros de água (800 litros/ha). As pulverizações deverão ser iniciadas logo no começo da floração, e a frequência de aplicação dependerá do monitoramento semanal. A reação dos clones comerciais ao oídio revela diferenças de susceptibilidades.

Quer saber mais sobre este assunto? No próximo domingo (26/5) este site disponibilizará a recém-lançada publicação “Principais doenças do cajueiro: sintomas e controle”, de autoria do pesquisador José Emilson Cardoso (foto), abordando as principais doenças que ocorrem no cajueiro no Brasil. Pode-se dizer que este é o tipo de material para o cajucultor ter sempre à mão.

Cuidado com pulverizações desnecessárias

Um grande desafio do cajucultor é ter que decidir dentre as várias opções de controle das pragas, qual a mais adequada e quando aplicá-la racionalmente. A identificação correta da praga e sua bioecologia, associada à época de ocorrência e a fase de desenvolvimento da planta são informações indispensáveis à determinação do nível de controle e da consequente medida a ser adotada.

O monitoramento populacional e a aferição dos danos causados são práticas fundamentais para uma correta tomada de decisão, em um sistema de manejo racional de pragas. Tudo isto visa evitar que o produtor aplique de forma indiscriminada inseticidas ou outros produtos químicos sem que sejam efetivamente necessários e,  algumas vezes, causando a morte de inimigos naturais e até mesmo de insetos polinizadores. Portanto, muito cuidado: às vezes o tiro pode sair pela culatra e você pode estar jogando dinheiro fora.  Não faça pulverizações desnecessárias. O meio ambiente, os polinizadores e o seu bolso agradecem.

Clique aqui e acesse uma publicação que orienta como fazer o reconhecimento e monitoramento, objetivando a correta tomada de decisão para o controle eficaz das principais pragas do cajueiro.

Enxofre no controle do oídio

Foto: Luiz Serrano/Embrapa

O oídio do cajueiro pode ser controlado com a aplicação de enxofre – um produto inócuo à saúde humana e ao meio ambiente e apropriado para cultivos orgânicos. Cientistas da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) observaram que o enxofre é capaz de controlar a doença, reduzindo a incidência a menos de 10% nos pomares acometidos.

Muito agressivo, o oídio ataca os tecidos jovens da planta, as inflorescências, pedúnculos e castanhas (foto acima). Provoca o abortamento das flores e deformações, rachaduras e varíolas nos pedúnculos e frutos. O ataque provoca prejuízos tanto ao mercado de castanha quanto ao de caju de mesa. Um sintoma comum é a variegação (presença de zonas com alteração de cor) no pedúnculo. Esse dano é observado em quase todos os clones comerciais acometidos e provoca redução do preço como fruta de mesa, um importante nicho de mercado do agronegócio do caju.

O pesquisador Emilson Cardoso explica que além do enxofre elementar, que pode ser polvilhado nos pomares, os produtores têm à disposição um produto industrializado à base de enxofre com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A recomendação é para que os produtores façam três aplicações semanais com o produto logo na primeira florada dos cajueiros.

Emilson Cardoso acrescenta que o enxofre elementar é um produto natural e acessível, mas que apresenta a desvantagem de necessitar de um equipamento específico para polvilhamento. Por este motivo, os produtores obtiveram em 2015, a partir de recomendação da Embrapa, o registro no Mapa de produto à base de enxofre. O defensivo agrícola liberado é solúvel em água e pode ser aplicado com equipamentos de pulverização facilmente encontrados nas propriedades, o que facilita o controle.

Pseudoidium anacardii, fungo que provoca a doença, apresenta disseminação explosiva, germinando em poucas horas. O patógeno pode ser facilmente disseminado por vento ou insetos. “Não depende muito de chuva para germinar, bastam poucas horas de orvalho, o que é comum mesmo nos sertões. Uma vez germinado, penetra facilmente nos tecidos jovens”, detalha Cardoso (Verônica Freire/MTb 01225/JP/Embrapa Agroindústria Tropical).

Alerta para os insetos desfolhadores

Mês de maio encaminhando-se para o final com junho quase batendo à porta. É hora de ficar atento para os vilões das folhas novas do cajueiro: os insetos desfolhadores, especialmente no Ceará e Rio Grande do Norte. No Blog da Cajucultura, por meio de pesquisa no próprio Blog, o internauta poderá encontrar publicações sobre o assunto. No Canal da Cajucultura, de igual modo, também existem alguns vídeos sobre o tema. Vale a pena ficar por dentro do assunto.

Na foto ao lado, de autoria de Antonio Lindemberg  M. Mesquita/Embrapa, podemos ver um desses vilões: o “Besouro-vermelho-do-cajueiro”, Crimissa cruralis Stal.
Uma boa semana a tod@s!