Receita de ceviche de caju

São inúmeras as possibilidades de uso do caju na culinária. Neste sábado o site Cajucultura traz uma receita de ceviche de caju, do Canal Sunday Slices.

O ceviche é um prato tipicamente peruano, que leva peixe branco cru, cebola roxa, limão e coentro fresco. Essa receita tem sido revisada nos últimos anos e o caju é um novo ingrediente.

Um bom sábado a todos.

Priorizar a cajucultura

Transcrevo, atendendo a pedidos dos seguidores do site Cajucultura, os comentários que veiculei ontem no Cajucultura Podcast.

Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste.

Em artigos anteriores tenho comentado sobre a grande movimentação que ocorre no mercado internacional e a quase paralisia do Brasil em relação a este importante setor. Acredito que não é pedir demais aos governos do Nordeste que priorizem a cajucultura como atividade econômica, tendo em vista os seus inegáveis e históricos benefícios econômicos e sociais para a região. Explorada em praticamente todos os estados da região, a cajucultura se caracteriza também como uma fonte sustentável de renda para os pequenos e médios agricultores.

É urgente, urgentíssimo, para a região maximizar o seu potencial na produção de castanha de caju, sob uma abordagem de cadeia de valor, com o envolvimento de todos os atores.
Não sou muito de falar do passado, mas, este setor já foi o motor do crescimento econômico de vários municípios nordestinos. Hoje, em algumas regiões, apesar de todos os obstáculos, ainda continua sendo uma importante fonte de divisas, dando-lhes peso econômico e poder agrícola. Contudo, caso não sejam implementadas ações de natureza sustentável, corremos um sério risco de muito em breve perdermos, inclusive, o mercado doméstico para outros países produtores de castanha de caju.

 

Tais ações passam, ao meu ver, obrigatoriamente pela implementação de uma política de preços para a castanha que assegure uma remuneração justa para o produtor, de mecanismos que reduzam o nefasto nível de intermediação, da capacitação de cajucultores em gestão de negócios e empreendedorismo, de campanhas de promoção do consumo do caju e seus derivados em âmbito nacional, da criação de linhas de crédito diferenciadas e o estabelecimento de uma rede de assistência técnica e extensão rural dedicada à cajucultura. Isto só para citar algumas.

O que não pode é deixar os cajucultores entregues a sua própria sorte, enquanto o país a cada ano perde a sua participação no mercado internacional. Só para ilustrar, hoje participamos apenas com 4% do mercado mundial de amêndoa de caju. Igual fatia de mercado já é compartilhada pela África.

 

Os parlamentares nordestinos, por sua vez, precisam se engajar firmemente nesta luta e saírem do silêncio incompreensível em relação à grave crise que se abate sobre o setor e centrar as baterias em prol desta importante cadeia produtiva. Será que não passou da hora de criarem a bancada do caju? O desafio está posto.”

Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste?

No Cajucultura Podcast de hoje o assunto é: “Por que devemos priorizar a cajucultura no Nordeste?”. Em artigos anteriores venho comentando sobre a grande movimentação que ocorre no mercado internacional e a quase paralisia do Brasil em relação a este importante setor.

Acredito que não é pedir demais aos governos do Nordeste que priorizem a cajucultura como atividade econômica, tendo em vista os seus inegáveis e históricos benefícios econômicos e sociais para a região.
Quer saber mais? Clica no botão play abaixo e ouça o restante dos meus comentários sobre este importante tema. Se gostou dos comentários, compartilha com o parlamentar de sua região. Quem sabe, possamos mobilizá-lo em prol desta causa.

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.

Vídeo novo no Canal da Cajucultura

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.
uer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: “De olho na castanha africana”.

O cajueiro de Mauro Mota

Obra rara que me foi presenteada pelo amigo (e também apaixonado pela cajucultura) Fábio Paiva: “O cajueiro nordestino“, de autoria de Mauro Mota.

O livro (capa ao lado) é originário de monografia apresentada pelo autor ao Instituto de Educação de Pernambuco, concorrendo à cátedra de Geografia, em 1955.

Para os apaixonados pelo cajueiro, dentre os quais me incluo, o livro oferece uma visão abrangente do cajueiro, abordando-o sob os aspectos geográfico, histórico, cultural e nutricional, entre outros. Mauro Mota considerava o cajueiro um símbolo do litoral pernambucano.

Antes que me perguntem, o livro pode ser adquirido em diversos sites pela Internet. É só pesquisar pelo título.

Castanha de caju: safra 2019

O IBGE divulgou no último dia 11 de abril o 3º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). O site Cajucultura compilou na tabela abaixo os resultados referentes aos principais produtores brasileiros de castanha de caju.

Estado Produção (t)
Ceará 60.728
Piauí 24.687
R.G. Norte 16.747
Maranhão 4.199
Bahia 3.000
Pernambuco 2 594

A produção de castanha para o corrente ano no Brasil está estimada em 114.518 toneladas. Sempre é bom destacar que esta estimativa de produção de castanha ainda é bastante preliminar, referindo-se ao mês de março do corrente ano.

Mercado de castanha da África ocidental

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.