Castanha: Nigéria incentiva processamento

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.

O longo caminho do caju de mesa

Assista ao novo vídeo do Canal da Cajucultura, desta vez mostrando o longo caminho percorrido pelo caju de mesa para alcançar os consumidores de cidades distantes dos locais de produção e agregar valor ao agronegócio caju. Você já se inscreveu no Canal do Cajucultura? Inscreva-se e seja o primeiro a saber do lançamento dos novos episódios lançados regularmente no Canal da Cajucultura no YouTube.

Castanha africana: preços em queda

A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre.

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018.

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

Cajucultura: não basta saber produzir

Mais do que nunca, exige-se de quem assume a gestão de um empreendimento agrícola, conhecimentos básicos não apenas sobre como produzir. Tão importante quanto ter noções básicas de adubação, controle de pragas e doenças, colheita, etc., é ter noções de administração rural, associativismo, mercado, comercialização, só para citar alguns.

Na cajucultura isto não é diferente. Não basta produzir. Para sobreviver na selva do agronegócio, o produtor terá de ser um jogador polivalente e se capacitar muito além das práticas agronômicas. Não há escolha.

Desperdício do caju é universal

Grande produtor mundial de castanha, a Costa do Marfim desperdiça praticamente toda a produção de pedúnculo pela falta de conhecimento em relação aos seus diversos usos e também devido a tabus alimentares. Na foto, na região de Niakara, centro norte do país, um agricultor realiza a operação de descastanhamento (Foto: Agence Ivoirienne de Presse) .

Castanha: as contas não fecham

Face aos baixos preços da castanha, a grande preocupação dos produtores, expressa em vários grupos de WhatsUp dos quais participo, volta-se cada vez mais para a seguinte questão: “Como (e onde) reduzir os custos de produção?

Ao meu ver, a sustentabilidade do negócio caju passa cada vez mais pela resposta a esta pergunta e, mais ainda, pela busca de novas formas de agregar valor aos coprodutos do cajueiro.
É claro que precisamos melhorar (e muito) os nossos índices de produtividade. Mas mesmo assim, somente com a castanha, as contas dificilmente fecham.

Vídeos do Canal da Cajucultura

Você já conhece o Canal da Cajucultura no YouTube? Caso não conheça, fique sabendo que neste Canal existem diversos vídeos tratando de assuntos exclusivamente voltados para o negócio caju.

Veja a abaixo a relação atualizada e clique no que for do seu interesse para assisti-lo no YouTube.

Conheça a broca das pontas do cajueiro

Monitoramento de pragas do cajueiro