Não ao plantio do cajueiro por sementes
A produtividade
dos pomares de cajueiro no Brasil é uma das menores do mundo, em decorrência, principalmente, do plantio feito por castanha na década de 70, quando inexistiam clones melhorados de cajueiro.
Na atualidade, com vários clones de cajueiro anão lançados pela Embrapa Agroindústria Tropical e com um razoável número de bons viveiristas, não se justifica que ainda se insista no emprego de sementes para o plantio direto no campo.
A única forma de se obter pomares produtivos é com o plantio de mudas enxertadas. Fazer o contrário é retroceder no tempo em pelo menos três décadas, contribuindo ainda mais para a redução da competitividade da cajucultura brasileira no mercado internacional.
A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual.
O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Em alguns países da América Latina é chamado ‘marañon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil.
Dados divulgados pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), referentes às Exportações Cearenses, revelam que no período entre 2010 e 2018, o valor das exportações de amêndoa de castanha de caju, à exceção apenas de 2013, 2014 e 2015, estiveram acima do setor da fruticultura. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino da amêndoa brasileira, com cerca de 53% do volume total exportado em 2018.
sensação de “travo” existente em algumas variedades de caju é causada por uma propriedade denominada adstringência, conseqüência da presença no pseudofruto de substâncias conhecidas como taninos. Não só no caju, mas quando qualquer fruto amadurece a adstringência é menos percebida, seja por modificações químicas nos taninos ou pelo aumento no teor de açúcar, que mascara esta sensação. Geralmente, não é possível identificar, somente pela aparência, se uma determinada variedade de caju é adstringente ou não. Contudo, existem algumas exceções, como o caso do caju-banana que contém elevado teor de taninos e é conhecido pela acentuada adstringência ou travo. Hoje já é possível recomendar para o plantio clones de cajueiro-anão precoce que produzem pedúnculos de baixa adstringência
A palavra caju, provém do idioma tupi e significa, segundo alguns tupinólogos, fruto amarelo. A seguir, uma coletânea dos nomes que são dados ao cajueiro nos mais diferentes idiomas dos países onde é encontrado.